Ciência

Partículas tóxicas de ar poluído podem alcançar o cérebro, diz estudo

Crédito: Pixabay/Pexels

Pesquisadores descobriram que partículas tóxicas presentes no ar poluído podem chegar ao cérebro. (Crédito: Pixabay/Pexels)

Um novo estudo britânico apontou que os riscos de respirar frequentemente o ar poluído podem ser ainda maiores que os conhecidos até então. Os pesquisadores descobriram que as partículas tóxicas que chegam até ao pulmão podem migrar para o cérebro pela corrente sanguínea.

O estudo foi desenvolvido na , no Reino Unido, e levanta a possibilidade de distúrbios cerebrais e danos neurológicos estarem associados a exposição ao ar poluído.



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A pesquisa mostrou que a corrente sanguínea é a principal via usada pelos micropoluentes para chegar ao cérebro.

“Os dados sugerem que o número de partículas finas que podem atingir o cérebro, viajando através da corrente sanguínea, desde os pulmões, é até oito vezes maior do que passando diretamente pelo nariz”, concluiu o professor Iseult Lynch, coautor do artigo.

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Partículas

Os pesquisadores descobriram que além de chegarem ao cérebro, as partículas tóxicas conseguem permanecer por mais tempo lá do que ocorre em outros órgãos, como o fígado. Essas conclusões ocorreram após a análise de amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR) coletadas de pacientes que sofrem com distúrbios cerebrais.

Com isso, os cientistas encontraram evidências relacionando os altos níveis de poluição do ar e a neuroinflamação acentuada. Quadros deste tipo são vistos em pessoas com Alzheimer, assim como é associado a problemas cognitivos em idosos e crianças. Os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para chegar a uma conclusão dos riscos que a poluição pode trazer para o cérebro humano.